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Puericooltura - Podcast

Uma das descobertas que mais gostei no final do ano passado no mundo dos podcasts foi o Puericooltura da Joana Guerra Tadeu.
Apesar de eu não ser uma mãe millennial, sou mãe e adoro a forma descomplicada como que a Joana comunica. Há uma certa familiaridade na voz dela, a forma aberta com que ela fala sobre coisas que todas nós já passámos ou já pensámos.
Conseguimos ouvir as convidadas que ela leva ao seu podcast, não há sobreposição no diálogo e nas ideias que são passadas, há espaço para ouvir a história de cada uma.
O momento em que nasce um filho é sem dúvida um dos momentos mais importantes da nossa vida, as pessoas envolvidas nesse momento passam a fazer parte da nossa história. Seria bom que todas as histórias fossem sempre maravilhosas e cheias de pessoas bonitas, mas infelizmente não são, e é tão importante perceber que muitas de nós passamos pelo mesmo.
Adorei ouvir a honestidade da história da Catarina Macedo, mãe de quatro filhos e cada um com a sua própria história.
A série mãe de propósito com a Margarida é tão inspiradora. É tão refrescante ouvir alguém que no seu discurso consegue não julgar quem faz tudo de uma forma diferente.
Como se pode perceber tenho saudades de ouvir a Joana e o seu Puericooltura.

>>> PUERICOOLTURA
 


A batata doce não fez parte da minha infância. Só a descobri muito mais tarde, já em idade adulta.
Acho que a primeira vez que vi batata doce foi em Madrid, vendiam-se na rua, assadas, como quem vende castanhas. Mas não foi aí que provei. No dia seguinte ao almoço num restaurante pedi o prato de carne e vinha acompanhado com elas mas temperadas como outra batata qualquer ( em Espanha, muitas vezes não sei o que estou a pedir ).
Carne, batata doce e salada, acho que era de rúcula, outra novidade da altura. Tão bom!
Quando voltei a Lisboa fui à procura e só encontrei no Mercado da Ribeira no Cais do Sodré. Uma senhora vendia-as, daquela variedade mais laranja, porque um senhor dum restaurante “de fama” costumava comprar. Nas Caldas vendem-se quase todo o ano assadas em forno de lenha e são comidas como um petisco doce.
A minha primeira experiência foi com um toque de sal e é assim que continuo a gostar.
As duas versões que prefiro são:
1- comprar já assadas, cortar ao meio e temperar com sal, azeite, alho e as ervas que gostarem.
Forno bem quente.
2- Lavar a batata ( crua ) com uma escova para tirar toda a terra da casca. Cortar em palitos como se fosse para fritar, mas com casca. Envolver com sal, azeite e colorau.
E vão ao forno bem quente numa assadeira larga. Tempos a tempos abre-se o forno para mexer.

 

Móveis Olaio

Em Coimbra havia uma loja dos Móveis Olaio. Eu era muito pequeno para perceber a importância daquela marca mas, já muito antes de querer ser designer de interiores, ficava parado em frente a essa gigantesca montra a olhar lá pra dentro e a ver os móveis. móveis que mais tarde perceberia a importância no panorama do Design português.
A loja fechou, como tantas outras fecharam, mas para mim ficou vazio de uma marca de mobiliário que desaparecia.
Fico sempre triste quando vejo lojas a fecharem.
Agora muitos anos depois reencontro essa marca no Instagram e percebi que está de volta, renascida como uma fénix das suas cinzas, a partir de uma nova geração mas com a mesma, ou talvez melhor, qualidade que já tinha na altura.
Espero que em breve fique novamente parado em frente a uma montra dos móveis Olaio.

>>> MÓVEIS OLAIO